terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O sexo triste dos jovens


O texto é de um tempo atrás, mas é incrivelmente atual.


“A nós, adultos, cabe não desviar os olhos, mas trabalhar na esperança de que um dia nossos adolescentes conheçam o sexo com ternura” Lya Luft
Procuro ser aberta ao novo, ao que me agrada no novo e também ao que exige um certo tempo para ser assimilado. Às vezes há o que não vale a pena ser assimilado, então, vou buscar outras paisagens. Eventualmente não sabemos se vale ou não, então, a gente fica humilde e espera.
Uma novidade (para mim) espantosa, narrada e confirmada em mais de um lugar no país, é dessas que não quero assimilar. Se possível, enterrava numa cova funda, varrida para baixo de mil tapetes, fazia de conta que não existia: o sexo (ou simulacro de sexo) sem encanto, sem afeto, sem tesão, o sexo triste ao qual são coagidos pré-adolescentes, quase crianças, em famílias de classe média e alta. Essas que pensamos estar menos expostas às crueldades da vida.
Talvez eles não precisem comer lixo, correr das balas dos bandidos, suportar brutalidades e incestos, tanto quanto os mais desvalidos. Seu mal vem sob outro pretexto: o de ser moderno e livre, ser aceito numa tribo, causar admiração ou inveja; quantas meninas consigo beijar na boca numa festinha? Em quantos meninos consigo fazer sexo oral?
Sexo que vai congelando as emoções ou traz uma doença venérea, quem sabe uma absurda gravidez – interrompida num aborto, de sérias consequências, ou mantida numa criança que vai parir outra criança.
“Roubaram a sexualidade desses meninos”, me diz uma experiente terapeuta. Não deixaram tesão nem emoção, mas uma espécie de agoniado espanto, nessas criaturas inexperientes que descobrem seu corpo da pior maneira, ou aprendem a ignorá-lo, estimuladas ou coagidas por incredulidade ou fragilidade familiar, pelo bombardeio de temas escatológicos que nos assola na TV e na internet, com cenas grotescas, gracejos grosseiros em torno do assunto – “valores” e “pudor”, palavras hoje tão arcaicas.
Efeito da pressão de uma sociedade imbecilizada pela ordem geral de que ser moderno é liberar-se cada vez mais, sem saber que dessa forma mais nos aprisionamos. Precisamos estar na crista da onda em tudo, tão longe ainda da nossa vida adulta: sendo as mais gostosas e os mais espertos, desprezando os professores e iludindo os pais, sendo melancolicamente precoces em algumas coisas e tão infantilizados e ignorantes em outras, nisso incluindo nosso próprio corpo, emoções, saúde e vitalidade.
A nós, cabe não desviar os olhos, mas trabalhar na esperança (caso a tenhamos) de que nossos jovens, vivam de maneira natural essa delicada fase, e um dia conheçam o sexo com ternura, na tesão de sua idade – forte e boa, imprevista e imprevisível, com seu grão de medo e perigo, beleza e segredo.
Que essas criaturinhas sejam mais informadas e mais conscientes do que, muito mais protegidas que elas, nós éramos. Mas seguras e saudáveis, não precisando lesar sua bela e complexa intimidade com tamanha violência mascarada de liberdade ou brincadeira. Sobretudo, sem serem estimuladas a lidar de modo tão insensato com algo que pode lhes causar traumas profundos, ou anular um aspecto muito rico de sua vida.
É difícil, mas a gente precisaria inventar um movimento consciente, cuidadoso, responsável, contra essa onda sombria que quer transformar nossos jovens em duendes pornográficos, deixando feias cicatrizes, e fechando-lhes boa parte do caminho do crescimento e do aprendizado amoroso.

Editado por mim, postado originalmente em:
http://www.pavablog.com/2010/05/22/o-sexo-triste-dos-jovens/




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Melhorias


Porque a gente sempre faz uma versão melhorada depois do protótipo! hahahahaha




Só pra descontrair galera... não vão se ofender! 


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A hora do Brasil






“Ai de você, Corazim! Ai de você, Betsaida! Porque se os milagres que foram realizados entre vocês o fossem em Tiro e Sidom, há muito tempo elas teriam se arrependido, vestindo roupas de saco e cobrindo-se de cinzas". (Lucas 10:13 NVI)



AI daqueles que, vendo os milagres do Senhor, não se voltarem para Ele!
Deus, tem misericórdia, eu não quero ter um coração duro, que não responde à Tua voz!


"A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido." (Lucas 12:48 NVI)




Deus não leva em conta o tempo de ignorância, mas quando conhecemos a Sua voz e a Sua vontade e não obedecemos, nos tornamos piores do que aqueles que nunca souberam de nada...

A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas! (Mateus 6:22-23)



E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar. Porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que o meu nome esteja nela perpetuamente; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias. (2 Crônicas 7:14-16)

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Feliz Ano Novo?! Tudo vai ser igual...



Se o Deus a quem dizemos que amamos não for o Senhor (de verdade) desse ano, tudo vai ser igual! 
Não coloco como um desafio, mas sim como uma necessidade para sobrevivência no ano: Ser cheio do Espírito Santo! Isso sim fará o ano diferente!

"Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor;" Os 6:3
"Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas."
At 1:8